Ceia de Natal em Braga

Alegria e confiança para<br> a luta que continua

Jerónimo de Sousa e Edgar Silva participaram, no sábado, na tradicional Ceia de Natal promovida pela Organização Regional de Braga do Partido.

O compromisso do PCP é com os trabalhadores e o povo

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Às 20 horas a sala já estava cheia. Aos camaradas da organização do Partido, que confeccionaram e serviram a refeição, num regresso muito saudado a este modelo, depois de dois anos em que isso não foi possível, colocava-se a questão de acrescentar lugares, face aos muitos camaradas e amigos que decidiram à última hora aparecer.

O ambiente era de alegria e confiança. Camaradas que não se viam há algum tempo saudavam-se entusiasticamente. Na entrada do Secretário-geral do Partido e do candidato à Presidência da República, Edgar Silva, a saudação geral espelhou esse sentimento.

A ceia de Natal da OR de Braga, realizada há vários anos, é sempre um momento de convívio fraterno e é também o espaço de balanço da acção e iniciativa do Partido e, como referiu Joaquim Daniel, membro do Comité Central e mandatário regional da candidatura de Edgar Silva, de perspectivar as tarefas do Partido para o ano que entra.

O sentir dos problemas

No momento das intervenções, Francisca Goulart, da Comissão Política da Direcção Nacional da JCP, referiu-se à necessidade de os jovens comunistas terem maior intervenção no movimento associativo, particularmente no estudantil. Dessa forma, sublinhou, será possível «multiplicar exemplos positivos de associações de estudantes que assumem o seu papel, aprofundando a discussão e o carácter reivindicativo das mesmas». A jovem comunista denunciou ainda os problemas dos estudantes de Enfermagem da Universidade do Minho, que «não têm uma escola digna»; dos alunos de Teatro do Polo de Azurém, «que não têm condições para as aulas práticas»; e ainda dos estudantes da Escola Alberto Sampaio, cujos balneários «não têm condições».

Joaquim Daniel, por seu turno, lembrou as muitas lutas travadas no distrito de Braga, designadamente pelos trabalhadores dos transportes Nogueira, da Jadoibéria, da Campeão Português, da Bosch, do Restaurante Solar dos Arcos ou das autarquias, estes pelo horário de 35 horas semanais. Quanto às populações, lutaram e muito «contra o encerramento de escolas, de postos de saúde, contra a entrega dos hospitais às Misericórdias». Os pescadores de Esposende, esses, não se cansaram de exigir a construção da Barra.

Apresentando as tarefas que se colocam aos comunistas, o membro do CC realçou desde logo o necessário desenvolvimento da luta de massas, que «será o barómetro do que se consiga conquistar nesta nova fase da vida nacional». Fundamental é, ainda, o reforço do Partido, e designadamente o «recrutamento de mais militantes, com o reforço da nossa estrutura, com mais camaradas responsabilizados, com mais organismos a funcionar, com mais Partido organizado nas empresas e locais de trabalho, com mais camaradas e amigos a comprar e ler o Avante!, com um Partido mais forte financeiramente, com mais camaradas a pagar quotas, com a finalização com êxito da campanha de fundos para a aquisição da Quinta do Cabo».

Unido e actuante

Depois da intervenção de Edgar Silva (ver caixa), Jerónimo de Sousa avisou os que andam para aí a dizer que «o PCP está em perda, que o PCP está dividido», para que «escolham outro, porque aqui se vê que o PCP está unido e tem um voto certo no candidato Edgar Silva». Em seguida, acrescentou que aqueles que votaram CDU não votarão em Marcelo Rebelo de Sousa, pois isso significaria votar «da mesma forma que Passos Coelho e Paulo Portas».

Sublinhando a raiva manifestada pelos líderes do PSD e do CDS, o dirigente comunista lembrou que enquanto ambos andaram quatro anos a dizer «aguentem», «comam e calem», houve sempre uma força que assumiu que o caminho «não era o da resignação, que disse que o caminho era o da luta». Foi precisamente essa luta que levou a que 700 mil portugueses tiveram abandonado PSD e CDS a 4 de Outubro.

Para Jerónimo de Sousa, será o conteúdo da política do Governo PS que ditará a estabilidade desta solução governativa. O compromisso fundamental do PCP é o de sempre: com os trabalhadores, o povo e o País. 

 

Votar por Abril

Edgar Silva lembrou que a batalha das eleições presidenciais é «um grande desafio, uma enorme tarefa e uma grande batalha política», tendo em conta que a «direita derrotada, que está com uma azia que tem muita dificuldade em ultrapassar, pretende fazer destas eleições uma espécie de segunda volta das legislativas». Rejeitando que o resultado eleitoral já esteja decidido, o candidato comunista garantiu que «está nas nossas mãos, está nas mãos de cada um impedir que a janela de esperança que com as eleições legislativas se abriu, seja fechada a 24 de Janeiro».

O candidato presidencial apoiado pelo PCP reagiu às declarações de Marcelo Rebelo de Sousa que, numa entrevista recente a um canal televisivo, se afirmou como «politicamente imparcial e socialmente parcial». Se, para Edgar Silva, tal clarificação é positiva tendo em conta que Marcelo Rebelo de Sousa «sempre tomou partido pelos mais poderosos e pelos grupos económicos e financeiros», por outro lado não pode ser «politicamente imparcial quem teve as responsabilidades que teve como presidente do PSD, como deputado, como membro do governo e, ainda hoje, como membro do Conselho de Estado nomeado por Cavaco Silva».

O candidato apelou ainda a que ninguém falte ao «combate pelos valores de Abril na Presidência da República, que ninguém «deixe de votar por Abril».

Antes, já Joaquim Daniel tinha lembrado que «o candidato é só um, mas temos de fazer destas eleições uma eleição de todos, de todos os comunistas, de todos os democratas».

 



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